Atletas apoiam chegada dos Veleiros de Oceano nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024

Crédito da foto: Gabriel Heusi / Heusi Action
Além da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro ABVO regras IRC e ORC, em Búzios (RJ), um dos assuntos dominantes no empreendimento Aretê / BR Marinas dos 214 velejadores de 23 barcos e quatro estados é a entrada dos Veleiros de Oceano nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. A World Sailing, entidade mundial que cuida da vela, aprovou a entrada de barcos de 30 pés (cerca de 10 metros) com tripulação de dupla mista.
Duas vezes medalhista Olímpico na classe Tornado com Bronze em 1988 com Clínio de Freitas em Seul e Kiko Pelicano em Atlanta 1996, Lars Grael, de Niterói (RJ), aprova a entrada, mas lamenta a retirada de outras categorias tradicionais da vela.
“A volta desse barco de 30 pés é interessante o que fará uma espécie de maratona da vela , mas isso não corrige as regatas tradicionais que tinham um papel muito importante como a classe Star. A World Sailing se descolou da realidade da vela quando terminou com os barcos de quilha na Olimpíada criando um erro histórico. Mas acho interessante esse barco (de 30 pés de Oceano) com dupla mista e uma regata mais longa”, disse Lars Grael que faz parte da tripulação do barco Mahalo que venceu a regata do primeiro dia do Brasileiro ABVO na classe IRC. O Mahalo é comandado por Colin Gomm e Ricardo Silveira.
Lars anunciou nos últimos dias sua aposentadoria internacional da classe Star o qual também fez história com título mundial, uma prata e um Bronze do mundial e dois títulos importantes na Bacardi Cup.
“Fiz o anúncio pois acho que chegou o meu momento, muitos anos participando em competições mundiais, ouro, prata e bronze em Mundialduas Bacardi Cup, sete títulos internacionais e seis vices. Agora busco outros objetivos na minha vida no aspecto profissional , inclusive na vela e anunciei meu fim de carreira na vela internacional na classe Star”, apontou. Para Lars, a chegada dos Veleiros de Oceano na Olimpíada não o fariam mudar de ideia sobre a retirada: “Não me animo para Paris-2024, é um formato de competição para velejadores mais jovens.”
Samuel Albrecht, comandante do veleiro Crioula 29, atual campeão nacional na classe ORC, participou da Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016 e de Pequim em 2008 e está em campanha Olímpica para obter vaga para Tóquio 2020 junto com Gabriela Nicolino na classe Nacra 17. O gaúcho afirma estar curioso para a nova modalidade olímpica.
“Falta muito até 2024, vai depender muito do que acontecer em 2020 caso consigamos a vaga e vamos ver. Quem sabe pode ser uma opção. Acho que o barco 30 pés, dupla mista é uma experiência válida , seria tipo uma maratona da Vela, eu gosto desse tipo de barco de Oceano, mas vamos ver se vai dar certo ou não, se será ou não um sucesso. Algumas classes de mistas são legais como a Nacra 17 e outras”, revelou o gaúcho.
Outro gaúcho, Gustavo Thiesen, que veleja tanto pelo Crioula 29 quando pelo Loyality 06, barco o qual participa no Brasileiro ABVO, está em campanha em busca de sua primeira Olimpíada na classe 470 ao lado de Geison Mendes: “Estou bem curioso para saber como serão os Veleiros de Oceano na Olimpíada, como será o formato para se acompanha. Honestamente prefiro os monotipos, mas vamos ver como vai ficar. Ainda é recente para confirmar, mas minha ideia seria velejar em Olimpíada no 470, mas nunca se sabe”.
Comandante do barco +Bravíssimo, do Espírito Santo, Luciano Secchin destacou a oportunidade para os velejadores exclusivos de Oceano: “Para nós da Vela de Oceano é uma avenida que se abre, o barco de Oceano é maior, deixa pessoas com tamanhos diferentes, pessoas com mais corpo podem velejar. Não acho que só duas pessoas nesse barco dificulte, a gente aprende”.
Comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano e comandante do barco Maestrale, do Rio de Janeiro, Adalberto Casaes aplaudiu a chegada da classe para a Olimpíada: “Não só gostei, adorei a notícia pois dá a oportunidade dos velejadores de oceano disputarem as Olimpíadas.Os velejadores de Oceano normalmente migram dos monotipos que são classes escificadas para a Olimpíada. Os veleiros de Oceano são competitivos, a escolha do barco de 30 pés que é extremamente positivo, alvissareiro para vela oceânica mundial e em especial para a brasileira onde a ABVO busca impulsionar também”.
O Campeonato Brasileiro ABVO regras IRC e ORC, segue nesta sexta-feira com o segundo dia de competições a previsão de duas regatas, uma Barla Sota e na sequência uma regata de Percurso largando da praia rasa, passando pela Ilha Rasa, Laje das Enchovas, Ilha Feia e a chegada nas proximidades do Iate Clube de Armação dos Búzios, o ICAB, que receberá os atletas com um Happy Hour na sequência. São 23 barcos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nesta sexta pela manhã os barcos da Escola Naval do Rio de Janeiro chegaram para inicarem a disputa completando a flotilha e saltando o número de velejadores para 214.
O evento termina neste sábado com as últimas regatas largando às 12h com a saída do empreendimento Aretê / BR Marinas e a cerimônia de premiação às 19h no hotel Aretê.
PROGRAMAÇÃO DO EVENTO: 
19/04 Sexta
12h Regatas do dia – 1 Barla Sota e 1 de Percurso
Após Regatas Happy Hour com Buffet de massas – ICAB
20/04 Sábado
12h – Regatas do dia
19h – Cerimônia de Premiação – Hotel Aretê
21/04 Domingo
12h – Dia reserva para validar o campeonato caso não sejam corridas duas regatas até o dia 20/04
O Campeonato Brasileiro de Veleiros do Oceano regras IRC e ORC tem o patrocínio master do Empreendimento Aretê e conta com o apoio da BH Marinas, Ipanema Ventures, do Iate Clube Armação de Búzios, que tradicionalmente promove a Búzios Sailing Week na Semana Santa, a Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios e Cervejaria Búzios. A realização é da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano e tem a chancela da Confederação Brasileira de Vela, a CBVela.