+Bravíssimo leva o título do 26º Rolex Circuito Atlantico Sur – Buenos Aires – Punta del Este

De: Gallas Press
Para: Divulgação – Vela
20/01/2020
 

Barco capixaba, +Bravíssimo leva o título do 26º Rolex Circuito Atlantico Sur – Regata Buenos Aires Punta del Este 

Evento é um dos mais tradicionais da América do Sul junto com a Semana de Vela de Ilhabela

Fotos: +Bravíssimo nas disputas no mas e tripulação recebendo premiação com comandante Luciano Secchin erguendo o caneco / Crédito: Mara Mussini

O veleiro capixaba membro da ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), o +Bravíssimo, conquistou, neste final de semana, o título da classe ORC Club do 26º Rolex Circuito Atlantico Sur – Buenos Aires – Punta del Este , um dos maiores eventos da América do Sul com barcos da Argentina, Uruguai, Brasil, Grã-Bretana,Canadá e Itália, disputado entre os dias 12 e 18.

O veleiro do Iate Clube do Espírito Santo, de Vitória (ES), comandado por Luciano Secchin foi o vencedor na classe ORC Club em disputa com outros 23 barcos. É o primeiro barco brasileiro a vencer na categoria e também o de mais longe. Desde o começo de dezembro que o veleiro navegou pelas águas brasileiras para disputar a etapa.

O +Bravíssimo venceu a mais importante das seis regatas, o trecho entre Buenos Aires e Punta del Este, e manteve a regularidade nas demais cinco regatas disputadas no mar uruguaio ao longo do final de semana.

“É o primeiro título internacional de nossa equipe. Viemos de um ano muito bom no Brasil em 2019 que começou difícil quebrando o mastro durante o Brasileiro em Búzios (RJ) e é um problema com a regulagem do barco, prejuízo financeiro, mas depois melhoramos rapidamente, vencemos a Série B do Circuito Oceânico de Niterói , Ilhabela, o Circuito Rio. Isso acabou nos dando confiança pois o Circuito Atlantico Sur junto com a Semana de Ilhabela são os mais importantes do continente. O grande motivador de vir para esta competição é medir forças contra os argentinos, que são muito fortes na Vela Oceânica. Somente em Buenos Aires tem mais veleiros que no Brasil todo e fiquei impressionado como os argentinos velejam com frequência na Europa e para os brasileiros isso é mais difícil, mais os das classes olímpicas. Sempre que vão para a Semana de Ilhabela eles vão muito bem”, disse Luciano Secchin, comandante do +Bravíssimo e natural de Vitória (ES).

“Se entramos na competição tínhamos esperança de ganhar, mas não tínhamos grandes expectativas, sim imaginávamos fazer um bom evento, entre os três e cinco melhores. Ano passado viemos com barco alugado, menos preparados e ficamos em sétimo. Começamos super bem com o título da Buenos Aires-Punta com vantagem razoável sobre o segundo. No primeiro dia de regatas em Punta continuamos bem com um segundo e outro quinto lugares. No terceiro dia Foram quatro dias de evento depois da Regata Buenos Aires-Punta del Este. Um deles foi cancelado por excesso de vento, os demais foram muito bons, disputa bem acirrada, mas fomos muito consistentes o tempo inteiro”, seguiu Luciano contando a saga para trazer o barco até a disputa iniciada na Argentina.

“Após o Circuito Rio (início de novembro) começamos a descer o barco indo para Santos, Santa Catarina e direto com paradas pelo sul do Brasil até Buenos Aires e depois 31h de regata para Punta. A logística é muito complicada, função de levar o barco, hospedagem, alguns problemas tivemos, mas chegamos super preparados. Tivemos junto com nossa tripulação capixaba três estrangeiros, o argentino Alfredo Rovelli , é meio brasileiro porque mora no Rio de Janeiro. um chileno Nicolas Robertson, tem muita experiência em Oceano, e um argentino de 14 anos vice-campeão argentino de Laser, Santiago Giamonna. Viemos com um time muito forte”.

O barco que teve ainda os capixabas Andre Pimentel, Fabiano Porto, Leonardo Oliveira e Bruno Martinelli como tripulantes, voltará a partir de sexta-feira para Vitória (ES) com previsão de chegada de 15 até 20 dias: “Agora é preparar para campeonatos em Búzios (RJ), Ilhabela (SP), Circuito Rio e ano que vem voltaremos aqui para Buenos Aires-Punta dessa vez mais conhecidos e todos de olho em nós”.

O Crioula 29, comandado pelo velejador olímpico Samuel Albrecht, terminou em quarto no geral na classe ORC Internacional e possui dois títulos gerais em 2018 e 2019. O evento ainda contou com a classe IRC sem barcos nacionais.

Confira os Resultados:

ORC Club

1 – +Bravíssimo (Brasil) 118 pontos

2 – Llanero (Argentina) 111

3 – Double Black (Argentina) 107

4 – Kaizen (Argentina) 104

5 – Fiction (Argentina) 100

6 – Errante (Argentina) 98,5

7 – Isabel X (Uruguai) 97,4

8 – Ladino (Argentina) 95,7

9 – Cuuique Suum 3 (Argentina) 91,6

10 – Ushuaia (Argentina) 79,6

11 – Camba 2 (Argentina) 79

12 – Delphis (Argentina) 78

13 – Banzai (Argentina) 76.2

14 – Monarca (Argentina) 75,1

15 – Saloma (Argentina) 62,4

16 –  Complice (Argentina) 59

17 – Genesis 3 (Argentina) 51.8

18 – Luchador (Argentina) 51,1

19 – Azam (Argentina) 49,8

20 – Timido II (Argentina) 49,3

21 – Rio a Rio (Argentina) 29,5

22 – Bonanza (Uruguai) 25

23 – Duende (Argentina) 5,2

24 – Muka Maluga 3 (Argentina) 3.9

ORC Internacional

1 – Sandokan (Argentina) 36,8

2 – Antonino (Argentina) 36,7

3 – MAC (Argentina) 34,5

4 – Crioula 29 (Brasil) 34,2

5 – Mad Max (Argentina) 28,4

6 – Gaucho (Argentina) 28,1

7 – Mercenario 4 (Argentina) 28

8 – Hit America del Sur (Argentina) 27,9

9 – Maria Maria (Argentina) 6