Phytoervas 4Z se destaca na dura regata Volta à Ilha

Apenas três barcos cruzaram no retorno da regata

Crédito: Aline Bassi / Balaio de Ideias

A última edição da Regata Volta à Ilhabela – Sir Peter Blake - foi uma das mais difíceis já realizadas, não por condições extremas, ao contrário, em razão dos ventos muito fracos na área de Ilhabela (SP) no último final de semana.

A maioria dos veleiros participantes, diante de condições tão adversas, decidiu retornar, abrindo mão de completar a regata. Quatro equipes obstinadas enfrentaram a calmaria dos ventos, a correnteza nem sempre favorável, o mar mexido no lado norte, sono e frio na madrugada para completar o desafio.

O vencedor foi o Phytoervas 4Z, seguido pelo Rudá Blue Seal, Kairós e o valente Villegagnon, do Grêmio de Vela da Escola Naval.

“Foi uma regata muito dura. Tivemos que ter muita paciência para manter a equipe focada. A gente não tinha se preparado para ficar tanto tempo no mar. Mas ter chegado em primeiro lugar foi uma ótima recompensa”, comenta Marcelo Belloti, comandante do Phytoervas/4Z.

O comandante do Rudá, Mário Marinez, concorda que a regata exigiu paciência das equipes: “Foi uma regata duríssima. Ventos fracos mar agitado… Tivemos de tudo, contravento, balão, trechos em que ficamos quatro a cinco horas parados… ninguém esperava uma regata tão dura, mas como não teríamos mais regatas neste domingo, decidimos continuar até finalizarmos”, relata o comandante do Rudá, Mário Martinez.

O único RGS a completar a regata foi o Villegagnon, do Grêmio de Vela da Escola Naval. O comandante Douglas Batista Nunes, comenta que “nunca uma regata é igual a outra, e a volta à Ilha deste ano surpreendeu até os mais experientes. Foi uma regata muito difícil tecnicamente, pois exigiu que as tripulações aproveitassem todos os sopros nas calmarias, cada rajada era decisiva! Além disso, manter a tripulação focada na velejada é um difícil exercício de liderança, principalmente nas longas e diversas horas de ventos tímidos. Até às 10h20 de domingo não sabíamos se conseguiríamos chegar a tempo, já que, durante a madrugada e pela manhã, tínhamos avançado poucas milhas. Foi quando um amigável vento sul nos alcançou, injetando ânimo na tripulação, que já estava pouco otimista, após inúmeras trocas de velas, e possibilitando nossa majestosa chegada na Comissão de Regata. Completar a regata com a média de 2 nós, e chegar faltando 15 minutos para o tempo limite foi incrível”, entusiasma-se Douglas.

Vale lembrar que esta edição da Volta à Ilhabela – Sir Peter Blake,  foi também uma homenagem da Marinha do Brasil que deu início às comemorações dos 200 anos da independência.

A Copa Mitsubishi segue neste próximo final de semana com mais regatas na raia de Ilhabela.