Ventaneiro e a temporada de medalhas no Caribe

 O Ventaneiro 3 acabou de terminar a sua temporada no Caribe. O veleiro de Renato Cunha disputou as principais regatas da região e subiu no pódio em todas. Confira o relato de Kadja Brandão sobre esta experiência:

O veleiro Ventaneiro 3 foi inicialmente escolhido por suas características como barco de cruzeiro. Esperava-se uma embarcação confortável e rápida, para velejos em família. Jána  travessia do Atlântico, na vinda para o Brasil, conhecendo a performance do barco, o Renato Cunha, com seu sangue regateiro, decidiu testar o rendimento do barco em regatas recreativas no Rio de Janeiro. Daía Semana de Vela de Ilhabela, a REFENO, Circuito Oceânico de Salvador e regata Aratu-Maragogipe inevitavelmente acabaram fazendo parte do nosso calendário.

Contudo velejar no Caribe sempre fora o sonho do Renato. Após um ano de pesquisas e preparo, finalmente levamos o barco para as tão sonhadas águas caribenhas. Em dezembro de 2015 levamos nossos três filhos para Grenada e de lávelejamos por todas as Windward Islandse Leeward Islands. Terminamos nossos 45 dias de cruzeiro em Sr Maarten, onde iniciaríamos a temporada de regatas. 

Assim, em março de 2016, reembarcamos no Ventaneiro 3 com nossos amigos. Ricardo Freitas já estava na área a trabalho. Alfredo Rovere, Antonio Cabral, Lya Paruolo, Noel, Sandra e Mazal nos encontraram por lá, e Wellinton sempre esteve ali, cuidando do barco. Essa tripulação suou e brincou na Heineken Regata 2016. 

As condições foram mais brandas do que esperávamos, com ventos médios em torno 15 nós. A organização nos classificou como CSA 2. Foram realizadas 2 regatas barla-sota e duas regatas de percurso. Nas regatas barla-sota obtivemos ótimo rendimento, conseguindo vencer o grande favorito Scarlet Oyster, vencedor de edições anteriores. O conhecimento local do nosso principal adversário foi decisivo nas duas regatas de percurso, rendendo-lhe mais uma vitória no campeonato, com apenas um ponto a menos do que o Ventaneiro, vice-campeão. 

Entre os dias 25 e 27 de março uma nova tripulação embarcou em St Thomas, Ilhas Virgens Americanas. Renato Cunha, Thomas Lowbeer, Alfredo Rovere, André Doublé, Chris Frediani, Marcelo Kroeff, Sergio Moreira, Edmundo Souto e Val encararam duras condições, com ventos fortes entre 25 e 35 nós, e muitas ondas. Aguerridamente finalizaram o campeonato na terceira colocação na classe CSA Racer. 

Depois desta competição desembarcaram Marcelo Kroeff e Sergio Moreira (Pangaré) e o Ventaneiro rumou para as Ilhas Virgens Britânicas. 

Em BVI embarcamos eu (Kadja) e Wellington. Encontramos a tripulação já entrosada e o barco pronto para novas regatas. Ali o vento amainou um pouco. A organização mudou nossa categoria e nos inscreveu na classe Performance-Cruiser. Com ventos entre 15 e 26 nós de média, condições ideais para o Ventaneiro, vencemos as duas regatas que compuseram o warm up e as demais regatas da BVI Spring Regatta. 

Nosso próximo e último desafio caribenho foi a Antigua Sailing Week, que foi disputada entre os dias 23 e 29 de Abril. Renato Cunha, Kadja Brandão, Pedro Costa Alemão, Alfredo Rovere, Gustavo Pacheco, Daniel Santiago, Adriano e Marketa Bastos, Nonato Coutinho, Antonio Machado e Wellington formaram a tripulação que representou o Brasil e o Iate Clube do Rio de Janeiro no Caribe. E para fechar com chave de ouro a nossa temporada conquistamos mais um primeiro lugar, na categoria CSA-2, com cinco vitórias em nove regatas!”