Vento bom e dias lindos marcam Circuito Rio 2015

Chegou ao fim nesta segunda-feira a 46ª edição do tradicional Circuito Rio. Foram três dias de regatas longa, média e barla-sota, além da tradicional Santos-Rio, que este ano voltou a fazer parte do evento carioca. 

A 65ª Santos-Rio premiou os velejadores por ter sido uma regata de um bordo só. Os barcos só precisaram manobrar na saída de Santos e na chegada ao Rio, com vento firme de Sueste quase todo o tempo, variando pouco em intensidade e direção. Foi tudo tão perfeito que teve até quebra de recorde, com o Camiranga, de Porto Alegre, baixando o tempo em pouco mais de uma hora. Alguns barcos sofreram para cruzar a linha de chegada por conta da sua localização, bem na boca da Barra, mas, quem pode reclamar, depois de mais de 180 milhas sem manobras.

Vale destacar, no entanto, alguns episódios que envolveram a segurança a bordo. Na ida para Santos o Zing 3 afundou e seus tripulantes só tiveram tempo de pular na balsa salva-vidas, sendo resgatados por um navio horas mais tarde, enquanto o Magia V teve seu mastro quebrado, após um estai se soltar. Durante a regata o Viva Extraordinário II quebrou o leme e precisou ser rebocado pelo Lady Milla. Em nenhum dos três episódios houve gente ferida, mas eles serviram de alerta para que possamos melhorar a segurança em regatas.

Voltando às competições, após breve descanso os veleiros retornaram sábado às águas do Circuito Rio com a realização da tradicional Victor Demaison, contornando Maricás por bombordo. Regata difícil, com ventos variáveis e períodos de calmaria, privilegiando aqueles que apostaram em abrir para o mar, embora a previsão do vento leste recomendasse, pela “cartilha”, costear junto às praias. Tudo somado a regata consumiu muito mais tempo do que normalmente esperado, mas, quem participou, se divertiu!

No dia seguinte, sob Sudoeste fresco que nas rajadas, no momento da largada, superava os 20 nós, a CR optou por estabelecer apenas uma regata de percurso, contornando as ilhas Redonda e Rasa por bombordo, largando das proximidades da ilha do Veado. A direita da raia revelou-se a melhor opção com rondadas favoráveis junto à Copacabana. O mar com alguma ondulação e o vento firme favoreceram os barcos maiores e a decisão entre navegar ou não pelo canal do Filhote da Redonda um diferencial que “multou” aqueles que escolheram o caminho mais curto exigindo habilidade para vencer o pequeno trecho sob forte correnteza,  vento fraco e rondado.

A chegada, com balão em través forçado propiciou algumas atravessadas e avarias em pau de spinnakers ou rasgos em balões.

O Circuito foi encerrado no dia seguinte, feriado de Finados, com duas regatas Barla-Sota curtas, dentro da baía de Guanabara, com ventos variáveis mas consistentes do quadrante sul, cenário mais favorável para os barcos menores que, nesse dia, conquistaram as melhores colocações.

No final, o grande campeão foi o Pajero, S40 de Eduardo Souza Ramos, que venceu também o Brasileiro de IRC. 

Resultados completos de cada regata e acumulado podem ser encontrados em: http://bit.ly/1NdHdXi