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Resultados da abertura da segunda etapa Copa Mitsubishi 27 de maio de 2025 | Notícias

Resultados da abertura da segunda etapa Copa Mitsubishi


Os ventos de até 15 nós nas raias de Ilhabela levaram mais emoção à segunda etapa da Copa Mitsubishi, chancelada pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, a ABVO. A abertura, neste final de semana (24 e 25 de maio), contou com três regatas para as classes ORC, Bra-RGS, RGS Cruiser e Clássicos, e cinco para as classes C30 e HPE25.

O tradicional circuito de vela oceânica reúne 42 equipes entre as principais do País. A disputa é uma prévia da 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, marcada para o final de julho.

Após as regatas do primeiro final de semana, o Phytoervas de Marcelo Bellotti assumiu a liderança na classe ORC e também na divisão Racer, com 5 pontos perdidos. O Inaê Soto (Bayard Neto) é o segundo na Racer, com 7 pontos perdidos, seguido pelo King (Fábio Faccio), com 15,5. Na ORC Cruiser, o pódio provisório está com Lucky V (Luiz Villares), Xamã (Sergio Klepacz) e Jazz (John Julio Jansen), primeiro, segundo e terceiro colocados, respectivamente.

“Como comodoro da ABVO, fico bastante entusiasmado em ver diversos barcos de diversas classes num evento como a Mitsubishi. Mostra que o trabalho da ABVO de unir as classes, trazer para perto a Bra-RGS e dar mais credibilidade ao certificado da ORC vem dando resultado, com regatas parelhas e grandes disputas”, comemorou o comodoro Bayard Neto, que também participa da disputa no comando do Inaê Soto.

“Estou muito satisfeito com a evolução da equipe e o trabalho técnico feito no barco. Fizemos uma regata de percurso muito disputada, só não ganhamos por um detalhe. Fizemos duas provas barla-sota também muito disputadas. Agora vamos para o próximo final de semana com a perspectiva de brigar pelo título”, destacou Bayard,

Na BRA-RGS A, o líder é o Sossegado de Marco Hidalgo, com o Zeus (Paulo Moura) em segundo e o BL3 Urca (Clauberto Andrade) em terceiro. O My Boy de Lars Müller é o primeiro na divisão B, seguido pelo Kaluanã (Leonardo Soldon) e d Malagueta (Fábio Tenório). Já na divisão C, os três primeiros são o Comanda de Sebastian Menendez, Táquion (Humberto Diniz) e Bora Bora (Isabela Malpighi).

“O primeiro lugar na RGS B é fruto de um minucioso trabalho de ajustes, tanto no barco como na equipe. Mas, se fosse colocar alguma ordem de prioridade ,diria que o time tem tido o maior impacto. Ensaiamos manobras, e nesse final de semana a sincronia beirou a perfeição. Não tivemos nenhuma falha nas manobras”, elogiou Lars Müller, comandante do My Boy. “Buscar o melhor posicionamento nas largadas também tem sido fundamental ao fugir do “embolado” dos barcos que buscam o melhor lado da raia. Como viemos da ORC recentemente, onde sofríamos muito com a busca pelo posicionamento perfeito na largada, aprendemos a valorizar o “vento aberto” e sem interferência, para permitir o melhor desempenho do barco logo na largada.”

Nos Clássicos, o Morgazek de Michele D´Ipolitto repetiu o desempenho da primeira etapa e segue na liderança. O Fuga III (Robinson Leite) vem logo atrás, seguido pelo Brazuka (José Rubens Bueno).

Das cinco regatas realizadas na classe C30, o Tonka de Demians Pons venceu três e está na liderança, com Relaxa/Building (Tomas Mangabeira) e o Kaikias (Daniel Hilsdorf e Fábio Auricchio) em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Também com três vitórias nas cinco regatas, o Espetáculo de Luís Fernando Staub assumiu a liderança da HPE25, superando o Ginga (Breno Chvaicer), segundo colocado, e o Saci (Fabio Cotrim), terceiro.

As regatas finais da segunda etapa da Copa Mitsubishi serão disputadas no próximo final de semana (31 de maio e 1º de junho).

Resultados parciais da segunda etapa da Copa Mitsubishi

ORC Racer

Phytoervas (Marcelo Bellotti) – (1+3+1) – 5 pontos perdidos

Inaê Soto (Bayard Neto) – (4+1+2) – 7 pp

King (Fábio Faccio) – (7+5+3,5) – 15,5 pp

ORC Cruiser

Lucky V (Luiz Villares) – (3+4+3,5) – 10,5 pontos perdidos

Xamã (Sérgio Klepacz) – (2+2+8 DNF) – 12 pp

Jazz (John J Jansen) – (6+7+5) – 18 pp

RGS A

Sossegado (Marco Hidalgo) – (1+1+1) – 3 pontos perdidos

Zeus (Paulo Moura) – (2+2+2) – 6 pp

BL3 Urca (Clauberto Andrade) – (3+3+3) – 9 pp

RGS B

My Boy (Lars Müller) – (1+1+1) – 3 pontos perdidos

Kaluanã (Leonardo Soldon) – (2+2+2) – 6 pp

Malagueta (Fábio Tenório) – (5+3+3) – 11 pp

RGS C

Comanda (Sebastian Menendez) – (1+1+1) – 3 pontos perdidos

Taquion (Humberto DIniz) – (3+3+2) – 8 pp

Bora Bora (Isabela Malpighi) – (4+2+3) – 9 pp

RGS Cruiser

Helios (Marcos Gama Lobo) – (1+1+3) – 5 pontos perdidos

Bossa Nova (Valéria Ravani) – (2+2+1) – 5 pp

Mamanguá (Paulo Brunozi) – (5+3+2) – 10 pp

Clássicos

Morgazek (Mich D´Ippolito) – (3+1+1) – 5 pontos perdidos

Fuga III (Robinson Leite) – (2+2+3) – 7 pp

Brazuca (José Rubens Bueno) – (1+5 DNF+2) – 8 pp

C30

Tonka (Demian Pons) – (1+[2]+1+1+1) – 4 pontos perdidos

Relaxa/Building (Tomás Mangabeira) – ([3]+1+2+2+2) – 7 pp

Kaikias (Daniel Hilsdorf/Fábio Aurichio) – (2+3+[4]+3+3) – 11 pp

HPE25

Espetáculo II ( Luis Fernando Staub) – (1+1+[2]+1+2) – 5 pontos perdidos

Ginga (Breno Chvaicer) – ([4]+2+1+2+1) – 6 pp

Saci (Fábio Cotrim) – ([3]+3+3+3+3) – 12 pp

Homenagem

A segunda etapa da Copa Mitsubishi também teve clima de homenagem. Daniel Fontana Ventura Alves, o Jacaré, foi lembrado pelos velejadores em disputa. Muito querido na comunidade náutica, Jacaré foi árbitro de regata, atuando como braço direito de Cuca Sodré nas principais competições nacionais e internacionais de Vela.

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável por organizar competições anuais e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.

A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.

Dentre os objetivos da atual gestão, estão promover a otimização e a racionalização do calendário nacional, estreitar o relacionamento com os clubes para viabilizar eventos e agregar um maior número de barcos participantes das diversas flotilhas regionais, oferecer suporte técnico em todos os níveis para as competições, otimizar a apuração instantânea dos resultados e articular com o Governo Federal incentivos tributários e melhores condições para a importação de embarcações, entre outros.