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Campeões da segunda etapa da Copa Mitsubishi são definidos 02 de jun de 2025 | Notícias

Campeões da segunda etapa da Copa Mitsubishi são definidos


A segunda etapa da Copa Mitsubishi conheceu seus campeões neste domingo (1º de junho), em Ilhabela, litoral norte de São Paulo. O encerramento contou com ventos mais fortes de até 15 nós vindos do sul, o que levou as equipes para o Canal de São Sebastião, para um dia de muitas disputas. As classes HPE25 e C30, tiveram seis regatas. Para as classes ORC e Bra-RGS foram três, e a RGS-Cruiser e Clássicos fizeram uma prova. 

Considerada o warm-up da 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, marcada para o final de julho, a competição reuniu 48 entre as principais equipes do País, que aproveitaram para testar estratégias e apontar ajustes a serem feitos.

Na classe ORC Performance, o Phytoervas de Marcelo Bellotti confirmou a liderança. Já na ORC Cruiser, o Xamã comandado por Sergio Klepacz tomou o primeiro lugar. A equipe também lidera na ORC Geral.

“Eu não pude participar, estava viajando, mas já soube que essa etapa foi muito boa para a equipe. Parece que a ORC está crescendo mesmo, aqui no Brasil, agora está acertando bastante a forma de corrigir tempo, e isso é muito bom de ver. Acho que vamos precisar de mais barcos na classe!”, avaliou Sérgio Keplacz, comandante do Xamã. “Estou muito esperançoso, acho que a Semana de Vela de Ilhabela vai ser extraordinária, com uma grande disputa.”

“Foi um final de semana ótimo. Conseguimos melhorar ainda mais a velocidade do barco e endereçar algumas questões”, comemorou o comandante Marcelo Bellotti, do Phytoervas, campeão na ORC Performance. “A tripulação está super entrosada e tivemos ótimos resultados. Estou feliz com essa vitória que antecede a Semana de Vela em Ilhabela.”

Na Bra-RGS, o Zeus (Paulo Moura) fez sua estreia na temporada com vitória na divisão A. O My Boy (Lars Müller) venceu todas as regatas, mantendo 100% de aproveitamento, e ficou com o primeiro lugar na divisão B. E o Comanda (Sebastian Menendez) foi o campeão da divisão C. Na RGS-Cruiser, o Mamanguá de Paulo Brunozi ficou com o primeiro lugar. 

“Pra gente, esse resultado foi até uma surpresa. Não corremos a primeira etapa da Copa Mitsubishi. O Zeus estava em manutenção. Estreamos na temporada agora, na segunda etapa, e só com uma parte da tripulação. Mas foi um resultado excelente”, comemorou Paulo Moura, comandante do Zeus. “Para a Semana de Vela de Ilhabela já estaremos preparados, com tripulação completa. A expectativa é muito boa, esperamos chegar entre os primeiros.”

O Morgazek de Michele D´Ipolitto encerrou a etapa com mais uma vitória e a liderança entre os Clássicos. Na classe C30, o Tonka de Demians Pons teve quase 100% de aproveitamento, com mais cinco vitórias e a liderança da classe. E o Ginga de Breno Chvaicer terminou como o campeão da HPE25.

Comodoro da ABVO e comandante do Inaê, vice-líder na ORC Performance, Bayard Neto destacou a ampla diversidade de disputas na segunda etapa da Copa Mitsubishi. “Tivemos um número recorde de barcos, com os HPEs, flotilha quase completa na C30, muitas equipes da Bra-RGS entre RGS-Cruiser, Clássicos e as divisões da Bra-RGS, grandes equipes na ORC Performance e na ORC Cruiser, numa disputa de nível elevadíssimo. Tivemos ventos extremamente variados, regatas diversificadas, no leste, no sul, de percurso, barla sota. Isso nos dá a exata dimensão do que teremos na SIVI, que será realizada a partir de 19 de julho”, apontou Bayard.    

Resultados parciais da segunda etapa da Copa Mitsubishi

ORC Performance

Phytoervas (Marcelo Bellotti) – (1+2+1+1+2+[3]) – 7 pontos perdidos

Inaê Soto (Bayard Neto) – (2+1+2+2+[3]+1) – 8 pp

King (Fábio Faccio) – (3+3+[3,50]+3+1+2) – 12 pp

ORC Cruiser

Xamã (Sérgio Klepacz) – (1+1+1,80 RDG+[2]+1+1) – 5,80 pontos perdidos

Lucky V (Luiz Villares) – (2+2+[2,50]+1+2+2) – 9 pp

Jazz (John J Jansen) – ([4]+4+3+3+3+3) – 16 pp

RGS A

Zeus (Paulo Moura) – ([2]+2+2+1+1+1) – 7 pontos perdidos

Sossegado (Marco Hidalgo) – (1+1+1+[2]+2+2) – 9 pp

BL3 Urca (Clauberto Andrade) – (3+3+3+3+3+3) – 18 pp

RGS B

My Boy (Lars Müller) – ([1]+1+1+1+1+1) – 5 pontos perdidos

Kaluanã (Leonardo Soldon) – (2+2+2+[5]+3+5) – 14 pp

Malagueta (Fábio Tenório) – ([5]+3+3+3+4+4) – 17 pp

RGS C

Comanda (Sebastian Menendez) – (1+1+1+2+1+[3]) – 6 pontos perdidos

Bora Bora (Isabela Malpighi) – (4+2+3+[5]+2+1) – 12 pp

Taquion (Humberto Diniz) – (3+3+2+1+[6 RET]+4) – 13 pp

RGS Cruiser

Mamanguá (Paulo Brunozi) – (5+3+2+1) – 11 pontos perdidos

Helios (Marcos Gama Lobo) – (1+1+3+10 DNF) – 15 pp

Bossa Nova (Valéria Ravani) – (2+2+1+10 DNF) – 15 pp

Clássicos

Morgazek (Mich D´Ippolito) – (3+1+1+1) – 6 pontos perdidos

Fuga III (Robinson Leite) – (2+2+3+2) – 9 pp

Brazuca (José Rubens Bueno) – (1+5 DNF+2+3) – 11 pp

C30

Tonka (Demian Pons) – (1+2+1+1+1+1+1+1+1+1+[3]) – 11 pontos perdidos

Relaxa/Building (Tomás Mangabeira) – ([3]+1+2+2+2+3+3+2+2+2+2) – 21 pp

Kaikias (Daniel Hilsdorf/Fábio Aurichio) – (2+3+[4]+3+3+2+2+4+3+3+1) – 26 pp

HPE25

Ginga (Breno Chvaicer) – ([4]+2+1+2+1+4+1+2+1+3+1) – 18 pontos perdidos

Espetáculo II ( Luis Fernando Staub) – (1+1+2+1+2+2+5+[6]+5+4+4) – 27 pp

Saci (Fábio Cotrim) – (3+3+3+3+3+[6]+6+5+2+1+5) – 34 pp

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável por organizar competições anuais e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.

A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.

Dentre os objetivos da atual gestão, estão promover a otimização e a racionalização do calendário nacional, estreitar o relacionamento com os clubes para viabilizar eventos e agregar um maior número de barcos participantes das diversas flotilhas regionais, oferecer suporte técnico em todos os níveis para as competições, otimizar a apuração instantânea dos resultados e articular com o Governo Federal incentivos tributários e melhores condições para a importação de embarcações, entre outros.