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Brasil garante Fita Azul e três pódios na histórica Regata Rio de La Plata-Rio Grande 16 de mar de 2026 | Notícias

Brasil garante Fita Azul e três pódios na histórica Regata Rio de La Plata-Rio Grande


A vela oceânica brasileira viveu um fim de semana histórico, com o retorno da Regata Rio de la Plata–Rio Grande após meio século de hiato. O veleiro Congere foi o primeiro barco a cruzar a linha de chegada na histórica regata Rio de La Plata-Rio Grande, neste sábado (14), garantindo a Fita Azul da competição e o segundo lugar no pódio na classe PHRF. O barco de Sérgio Neumann e Niels Rump, do Veleiros do Sul, formou a dobradinha do Brasil com o campeão Zero, de Pedro Chiesa, do Clube dos Jangadeiros. 

Na classe ORC, os uruguaios chegaram na frente, com o Lady (Nicolas Gonzales) em primeiro e o Arosa XI (Volker Knupper) em segundo. Mas o Brasil fechou o pódio com o Sterna de Henrique Horn Ilha representando o clube que recebeu os velejadores na chegada, o Rio Grande Yacht Club. Os brasileiros contaram com o apoio técnico da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), entidade responsável pela gestão da vela oceânica competitiva no Brasil.

A quarta edição da Regata Rio de la Plata–Rio Grande reuniu 18 veleiros do Brasil, Uruguai e Argentina. A flotilha largou no dia 11, em La Plata, no Uruguai, com destino ao litoral do Rio Grande do Sul, em uma travessia oceânica tradicional do Cone Sul. 

“Foi uma regata bastante desafiadora com ventos que variaram muito de intensidade e direção”, apontou Pedro Chiesa, comandante do campeão Zero. A tripulação, experiente em longas travessias, também foi campeã invicta do Circuito Oceânico Veleiros da Ilha de 2025, na classe Bico de Proa. 

André Gick, do Congere, participou do comitê de organização e destacou a integração entre o Yacht Club Uruguaio e o Rio Grande Yacht Club, realizadores do evento, e entre os velejadores do Brasil, do Uruguai e da Argentina. 

“A regata foi um pouco dura no início, com ventos mais fortes na largada, depois ventos fracos, contravento até o Cabo Polônio, no Uruguai e a partir daí começou a fluir. Foi muito prazeroso fazer a Fita Azul dessa regata e ficar com o troféu Vito Dumas pela primeira vez, o troféu rotativo”, comemorou André. “E realmente foi muito bacana essa integração entre as tripulações. Conseguimos reunir aqui no Congere algumas lendas da vela aqui do Sul competindo. O Toto Ferreiro, do Cangrejo, com 87 anos estava correndo.”

“A volta da regata Rio de la Plata–Rio Grande é um marco para a vela oceânica do Cone Sul. Estamos falando de uma prova histórica, que conecta países e fortalece a tradição náutica da região. Além disso, a presença dos brasileiros no pódio é reflexo do trabalho que a ABVO vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos, no aprimoramento e treinamento de de velejadores e em todo o processo de certificação dos barcos, para fortalecer a vela oceânica no Brasil”, destacou Bayard Neto, comodoro da ABVO.

Resultados da Regata Rio de La Plata-Rio Grande

ORC

1. Lady (Nicolas Gonzales) 

2. Arosa XI (Volker Knupper)

3. Sterna (Henrique Horn Ilha)

PHRF

1.Zero (Pedro Chiesa)

2. Congere (Sérgio Neumann)

3. Lua (José Romero)

Copa Aniversário ICRJ abre comemorações de 106 anos do clube

No Rio de Janeiro, a Copa Aniversário do Iate Clube do Rio de Janeiro iniciou neste final de semana (14 e 15/03) as celebrações pelos 106 anos do clube, com dois dias de disputas para os veleiros de oceano. A competição reuniu mais de 50 embarcações nas classes ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e J24.

Na classe ORC Cruiser Racer, o vencedor foi o MAXIMUS. Já na ORC Performance, a vitória ficou com o Duma.

Na classe Bra-RGS A, o primeiro lugar foi conquistado pelo Katana II, enquanto o REVAYAH venceu na Bra-RGS B. Na RGS-Cruiser, o título ficou com o RIBEIRA. 

Entre os monotipos da classe J24, o destaque foi o Chica Guapa, que garantiu a primeira colocação após dois dias de regatas.

A competição segue nas próximas semanas como parte da programação comemorativa do ICRJ, reunindo velejadores de diferentes classes e reafirmando a importância do clube na história da vela brasileira.

Como entidade responsável pela gestão das regras de rating e pelo apoio técnico às regatas oceânicas no país, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) acompanha e chancela as principais competições da modalidade no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento técnico e esportivo da vela oceânica nacional.

Resultados da Copa Aniversário ICRJ – Oceano

ORC Performance

1. Duma (Haakon Lorentzen)

2. Eurus (Ronaldo Senfft)

3. Loyalty 06 Team (Alexandre Leal)

Orc Cruiser Racer

1. Maximus (Ralph Rosa)

2. Ventaneiro (Renato Cunha)

3. Saravah (Pierre Joullie)

Bra-RGS A

1. Katana II (Carlos Chaves)

2. Tequila (Daniel Winter)

3. Loren C (Clóvis Cesar de Oliveira)

Bra-RGS B

1. Revayah (Alessandro Jácome)

2 .Chica Guapa (Vinicius Degrave)

3. Dorf (Roberto Schnarndorf)

RGS-Cruiser

1. Ribeira (Eduardo Valença)

2. Zélia (Bento Albuquerque) 

3. Alegrete (Rafael Tony)

J24

1. Chica Guapa (Vinicius Degrave)

2. Revayah (Alessandro Jacomé)

3. Maracanã (David Eliecer Tang Quiros)

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável pela organização, regulamentação e desenvolvimento da vela de oceano no Brasil. Reconhecida por sua atuação na organização e promoção de campeonatos, rankings e eventos nacionais, a ABVO tem como missão fortalecer a modalidade e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.

A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.

Dentre os objetivos da atual gestão, estão promover a otimização e a racionalização do calendário nacional, estreitar o relacionamento com os clubes para viabilizar eventos e agregar um maior número de barcos participantes das diversas flotilhas regionais, oferecer suporte técnico em todos os níveis para as competições, otimizar a apuração instantânea dos resultados e articular com o Governo Federal incentivos tributários e melhores condições para a importação de embarcações, entre outros.

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