Notícias

Barco Brasil vence mais uma etapa da Globe40 28 de jan de 2026 | Notícias

Barco Brasil vence mais uma etapa da Globe40


O Barco Brasil venceu a quarta etapa da Globe40 na categoria Sharp. O representante brasileiro na regata de volta ao mundo completou o percurso de mais de 6.300 milhas náuticas entre Sydney (AUS) e Valparaiso (CHI) em 27 dias, 8 horas e 2 minutos, nesta quinta-feira (28). Na classificação geral, a equipe ocupa a terceira colocação.

Este é o terceiro triunfo do Barco Brasil na competição. A equipe brasileira já havia vencido as etapas de Cádiz e Cabo Verde entre os Sharp, além de conquistar o segundo lugar no prólogo em Lorient e na perna até Reunião. Com os resultados, lidera sua categoria na Globe40.

A vitória do Barco Brasil vem se juntar a outras importantes conquistas brasileiras em competições internacionais, nos últimos dias. Em 15 de janeiro, os veleiros Esperança (Márcio Lima) e Audaz 2 (Gustavo Lis) formaram a dobradinha brasileira na Cape2Rio 2025-2026, uma das mais importantes do hemisfério sul. Os dois times do Veleiros do Sul chegaram ao Rio de Janeiro em segundo e terceiro lugar, respectivamente, resultado que valeu o terceiro lugar no pódio para o Esperança.

No dia 25, foi a vez de Theodora Prado desembarcar no Rio de Janeiro e fazer história. Theodora foi a primeira mulher no mundo a disputar a Cape2Rio em solitário, fechando o percurso de mais de 3.500 milhas náuticas em 28 dias. 

“A vitória do Barco Brasil é motivo de orgulho para toda a vela oceânica nacional. Mostra a consistência, a preparação e a capacidade competitiva dos nossos velejadores em uma das provas mais duras do calendário internacional”, destacou Bayard Neto, comodoro da ABVO. “Esse resultado, junto com as outras conquistas dos brasileiros neste mês, reforça o protagonismo do Brasil na vela oceânica e inspira novas gerações a seguirem no esporte.”

A quarta etapa largou em Sydney (AUS), em 1º de janeiro, e percorreu 6.390 milhas náuticas (11.834 quilômetros), atravessando uma das regiões mais desafiadoras dos oceanos, com a flotilha enfrentando os chamados “fifty furies”, ventos fortes na latitude 50º Sul, com rajadas de até 60 nós, além de frio intenso e alta umidade a bordo.

Diante de avarias em velas, cabos e equipamentos eletrônicos, a equipe brasileira manteve estratégia conservadora, priorizando a segurança, e conseguiu sustentar uma vantagem de cerca de 60 milhas náuticas sobre o principal concorrente, o canadense Wilson Around The World, chegando com tranquilidade a Valparaíso.

Na liderança da categoria Sharp, o Barco Brasil soma 11 pontos, à frente do canadense Wilson Around The World, com 20,5, e do francês Free Dom, com 26,5. Na classificação geral, o belga Belgium Ocean Racing – Curium lidera, seguido pelo francês Credit Mutuel, que dividiram a vitória da quarta etapa ao cruzarem juntos a linha de chegada.

A Globe40 reúne sete veleiros de diferentes países e é disputada em barcos Class40, divididos entre as categorias Scow e Sharp. A competição adota sistema de pontuação em que vence quem soma menos pontos ao final do percurso. O público pode acompanhar a regata em tempo real por meio das plataformas oficiais da prova.

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável pela organização, regulamentação e desenvolvimento da vela de oceano no Brasil. Reconhecida por sua atuação na organização e promoção de campeonatos, rankings e eventos nacionais, a ABVO tem como missão fortalecer a modalidade e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.

A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.

Dentre os objetivos da atual gestão, estão promover a otimização e a racionalização do calendário nacional, estreitar o relacionamento com os clubes para viabilizar eventos e agregar um maior número de barcos participantes das diversas flotilhas regionais, oferecer suporte técnico em todos os níveis para as competições, otimizar a apuração instantânea dos resultados e articular com o Governo Federal incentivos tributários e melhores condições para a importação de embarcações, entre outros.

COMPARTILHAR